Teologia da Libertação, Antibíblica contrária a Tradição da Igreja Católica

Meu comentário: Será que a Igreja Católica estava errada em condenar o comunismo em várias ocasiões anteriores?  A velha igreja milenar não teve a capacidade de definir seus dogmas nos séculos anteriores?  Por que tudo que se condenava anteriormente ganha um verniz de validade sacrossanta após o Concílio Vaticano II?  Jesus é apenas uma filosofia politica, ou será o Salvador da Humanidade? Por que a Teologia da Libertação deturpou totalmente o Evangelho e jogou no lixo a Tradição Católica? 

 

As Tentações SATÂNICAS da Teologia da Libertação:

 

“O Mistério da Impiedade e a Demolição da Igreja” – Autor -Pe. Sebastião Gonçalves Bras.
Páginas 121 – 124.

“1ª Tentação – O primado da situação sobre o Evangelho. Pois anunciavam-se que a situação concreta de cada comunidade é que devia ser ponto de partida para o nosso pensamento e a nossa atividade. O perigo consistia em esquecer (como já ocorre hoje) que, antes dessa ou daquela situação, já existem as verdades e valores propostos para sempre no Evangelho. O certo é considerar situação à luz do Evangelho, e não considerar o Evangelho à luz da situação.

2ª Tentação – A libertação – diziam – deveria estar presente em todos os tratados da Teologia da Libertação com um novo princípio, tudo que não servisse à causa da Libertação deveria ser abandonado como sem importância, como algo de abstrato e alienante fora da história verdadeira. A transformação social seria o critério supremo: a teologia da palavra se transformava em teologia da ação. A verdade não valia por si mesma, mas de acordo com a utilidade prática.

3ª Tentação – reduzir a teologia a politologia (a teologia reduzida a política). – contra o erro de considerar-se a fé como algo que não tivesse conseqüência nenhuma no terreno político, proclamava-se agora que tudo era político. A tentação era transformar o cristianismo em algo de puramente humano, como uma proclamação apenas dos direitos do homem e um violento protesto contra a injustiça dos poderosos. O cristianismo seria apenas uma reflexão sobre a realidade política, já não havendo interesse pela santificação individual e pela salvação eterna.

4ª Tentação – O pecado individual – como por exemplo os pecados contra a castidade; já não teria importância, mas somente os pecados sociais (como as injustiças decorrentes das estruturas econômicas “capitalistas”).

5ª Tentação – uma união exclusiva do Evangelho com o socialismo. – Chegava-se a apregoar que não era possível ser cristão autêntico num sistema econômico do tipo capitalista. A única solução aceitável seria o socialismo militante. Percebemos nestes textos a relação doutrinária procedente dos textos do Mastesplan e de Teilhard de Chardin. Um traça diretrizes para execução do outro.

6ª Tentação – Proclamava-se a libertação (isto é, a situação ideal que se pretendia) – como algo realizável, esquecendo da doutrina cristã sobre o pecado original, que faz com que nossa vida na terra seja sempre incompleta, constituindo uma peregrinação para a pátria eterna único lugar de felicidade absoluta.

7ª Tentação – Insistindo em que o homem (os povos) – é que devem construir o seu destino a sua história, esquecia-se, que à luz da Revelação Divina, a história do homem já tem uma direção e meta final, marcada por Deus, que é, Ele sim, o Senhor da história. Meta final que é o convívio com Deus por toda a eternidade.

8ª Tentação – Esqueciam que; – nem todas as situações ou instituições sociais mereciam suas denúncias, que classificavam de “profecias”. Nem todas são conseqüências de uma ação livre e responsável de alguém. Muitas vezes somos apenas herdeiros de instituições sociais injustas, mas não seus causadores..

9ª Tentação– Um novo tipo de clericalismo – isto é, de pretender que o clero, que os Bispos e Padres é que se dirija a sociedade civil. O Concílio Vaticano II, em que tantos se apóiam para contradizê-lo proclamou de modo a não deixar dúvidas a autonomia da sociedade civil na busca do bem comum, cabendo ao clero uma missão essencialmente espiritual. Como afirmação de que o Evangelho é político, de que a Igreja é política, abriram-se as portas para a intromissão direta dos padres na política.

10ª Tentação – Com os capitalistas; – todos eles classificados de pecadores e opressores, jamais abandonaram os seus privilégios, será inevitável a luta revolucionária, lançando-se mão da violência para a libertação dos oprimidos. O que a Igreja deseja que seja conquistado pacificamente, torna-se o objeto de uma luta de classe.

11ª Tentação – Já no inicio da Teologia da Libertação, – o entusiasmo pela novidade deixava de lado as justas necessárias preocupações da verdadeira teologia, de modo a não mais falar-se dos aspectos pessoais do Evangelho, da necessidade da graça santificante, da salvação das almas, da oração individual, da tentação do Demônio, da possibilidade da condenação ao inferno, etc. O que resulta praticamente numa heresia decorrente, não de uma pregação clara, mas insinuada pelo silêncio e a omissão.”